segunda-feira, agosto 25, 2008

Miscelânea sonora. A origem mais do que popular, a originalidade do povo.


Seleciono e seleciono,em uma coleção, a enorme riqueza da música.
Encontram-se identidades comuns, recordações que não são mais nossas, mas de outra geração.

O popular agora é novo, nos axés e sambas eletrônicos.

Soa mal aos ouvidos o que não é elaborado, audível, sons educados, sopranos ou graves, instrumentos primitivos, vozes e lamentos, do chorar antigo de antepassapos. QUAIS?
Afinal a miscigenação foi base, implantou o nosso jeito de viver e mobilizou mudanças nos ritmos.

A sonoridade foi mastigada, deglutida, digerida, passou por excreções, limpou-se, lavou-se, adicionou mais de outros povos e ainda está a implantar mudanças.

Resistência ao que é antigo, ao que é primitivo, afinal não somos peças de museu!

Mas recordar é muito mais do que viver, é principalmente entender, o que éramos e o que somos!
Ao lado encontrarão músicas que, apesar de antigas, já passaram por diversos processos de adaptação.
QUAIS?
..."sei não!".

Fora o primitivo, o lúdico, o humor nosso de cada dia , o humor do povo sofrido lá está! salve seja, é o retrato em preto e branco de nós!
Cantados nas feiras, ao pedir esmolas, ao beber cachaça, nos rituais...

Dos nossos ouvidos musicais e dos nossos gestos.

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