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domingo, dezembro 18, 2011

Apparatus in Gymnastics for All Fig- 2008 (parte 1)




 Relacionando o conhecimento da Ginastica com a Comunidade

A publicação não deixa de ser uma reunião de conhecimentos acumulados e atualizados sobre a pratica da Ginástica para Todos, antigamente denominada Ginástica Geral, com o objetivo de ampliar e divulgar esta pratica, para os interessados  no setor não competitivo. Mas, no meu entender, fornece subsídios para aulas criativas dos professores de Educação Física em escolas com escassez de materiais. Os autores Karl-Heinz SCWIRTZ, Margaret SIKKENS AHLQUIST, Monika SISKOVA e Ruedi STEURI  efetuam um apanhado de praticas consideradas criativas. Escolhi algumas que se adaptam para com a nossa realidade.
Mas argumento que é interessante notar que o livro não exclui a GR – Ginástica Rítmica- mas não apresenta nenhuma foto destes aparelhos com possível utilização que marque alguma diferença, a não ser educativos com o arco para a GA. Seguem fotos, um mapa conceitual que distingue as abordagens da publicação e agrego um  álbum de brinquedos  infantis que pesquisei em um país fora do Brasil complementando uma disciplina intitulada Educação Física Comunitária ( que foi retirada do novo currículo) .

Recordo que conclui com os alunos as seguintes possibilidades-

- Os condomínios fornecem ludicidade interna (brinquedos e piscinas e academias )e afastam as crianças da rua reforçando o rotulo da violência e falta de segurança para com crianças e cuidados para com as que não pertencem ao condomínio
- Esta inclusão de espaços lúdicos em condôminos facilita a eleição de  grupos e conhecimentos fechados para com a comunidade, excluindo conhecimentos entre pessoas, e para com o bairro onde moram.
-Os espaços lúdicos de condomínio elevam o preço dos imóveis e a sua valorização contribuindo para a criação de um mundo à parte que evita a reflexão critica sobre as condições e direitos dos cidadãos.
- As Prefeituras não repõem os brinquedos quebrados.
- As Prefeituras sabem que são responsáveis por qualquer acidente devido a uma má conservação dos brinquedos e tem evitado este espaço lúdico a fim de evitar maiores atropelos.
- Há uma diferença significativa entre, na conservação das áreas de lazer, diversos bairros com distinção baseada no poder aquisitivo dos moradores.

sexta-feira, julho 02, 2010

Uma resenha

Segue uma resenha de um livro que gostei muitooo, principalmente por aliar Literatura com o movimento corporal do homem esportivo.
Gumbrecht, Hans Ulrich, Elogio da beleza atlética.
Trad. Fernanda Ravagnani.São Paulo:Cia. Das Letras, 2007.(187 fls)
O autor nasceu na Alemanha e é Professor de Literatura na Universidade de Stanford, com vários livros editados no Brasil.

O fascínio por esportes explica a intenção do autor em escrever o “Elogio da beleza atlética”, como também de correlacionar esteticamente este prazer, de ser um mero espectador esportivo, de uma forma unida, ao sentimento expresso por muitas pessoas na ocasião da apreciação de qualquer espetáculo classificado como Arte.

A partir da leitura do indizível do corpo lançado no espaço, indivisível com o movimento, o autor relaciona e exemplifica de uma forma simples e ao alcance dos que discordam do esporte-arte, a possibilidade de êxtase e agradecimento aos que fazem vibrar os corações dos torcedores.

A leitura se torna interessante quando o autor desconstroi, já que é exímio professor de literatura, a possibilidade de que a origem dos esportes modernos, ainda se possa categorizar como uma evolução das práticas esportivas no percurso da história humana, elucidando os possíveis enganos e explicando o objetivo social das práticas corporais de cada época abordada.

Como não admirar os esportistas, que reúnem multidões, no que intitulamos de “fenômeno de massa”? De uma forma inteligente, envolve o autor seus conhecimentos filosóficos, proporcionando aos interessados ou não, do tema, a descoberta de nuances diferenciadas sobre assuntos que permeiam o esporte, de uma forma que permite ao leitor se situar no contemporâneo esportivo, adquirindo passo a passo a compreensão lógica do que e de que forma, os clássicos de literatura podem ajudar a discernir e explicar a tendência acentuada de se praticar esportes ou ser mobilizado por tais práticas, ao vivo ou por qualquer tipo de mídia.

Um item interessante abordado é o que envolve a sua questão inicial sobre a perspectiva do Elogio ser necessário ou não aos atletas de hoje em dia. Neste ponto esta interrogativa surpreende, na medida em que somos sabedores da grandiosidade de elogios acoplados a uma grande valorização de pagamentos salariais e dos simples atos cotidianos dos grandes atletas, explorados e expostos através da mídia cada vez mais.

Sugere neste item que existe uma espécie de “deserto” neste ponto a partir do hemisfério em que se encontra o atleta, o que também causa surpresa e nos faz refletir que, ao lermos qualquer mídia, a questão se estabelece hoje em dia a partir dos bastidores dos contratos negociados através do sonhado patrocínio de empresas com os interessados, via mérito e sensacionalizados ao extremo.

Poderemos considerar que o autor veicula esta crítica em direção aos intelectuais, que embargam o movimento do corpo no esporte de ser considerado como artístico, citando que as primeiras poesias européias com Píndaro eram e são exuberantes exemplos de elogios aos atletas, apesar de portarem em seus versos “construções impenetráveis” baseadas nos mitos e cidades e considerados como documentos de Cosmologia grega unicamente.

Parte II

Parte III

parte IV final

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