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sábado, fevereiro 25, 2012
terça-feira, fevereiro 07, 2012
quarta-feira, janeiro 04, 2012
quarta-feira, junho 22, 2011
terça-feira, maio 03, 2011
terça-feira, novembro 16, 2010
Da escultura na ex-cultura - parte II
Demorei um pouco para encontrar, principalmente porque é raro emitir uma opinião sobre pessoas e modos de agir, mas a partir desta notícia, "cada virada um flash"
recordei o que escrevi a respeito em 2009.
Mas a cada ano, um "flash"universitário nos faz repensar a "cultura"de algumas instituições
recordei o que escrevi a respeito em 2009.
Mas a cada ano, um "flash"universitário nos faz repensar a "cultura"de algumas instituições
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Escola
Create your own video slideshow at animoto.com.
Não é só um jogo com regras, e não devemos concentrar nosso pensamento no que significa ser um fenômeno de massa. As contribuições são deveras exploradas na Escola? Qual a contribuição da modalidade Futebol na área do conhecimento e o que podem oferecer de novo no aprendizado das crianças?
Sugestões: via Memória? via Corpo e Movimento? Via Desenvolvimento e Aprendizagem Motora? E a Sociologia? e a Expressão corporal dos jogadores e espectadores? e o Comportamento das torcidas? e o significado das cores? e a História dos clubes? é possivel criar novas experiências?
Outro exemplo de trabalho acadêmico aqui.
Libellés :
Aprendizagem,
corpo,
crianças,
Desevolvimento motor,
EAD,
Esporte,
Expressão corporal.,
memória
domingo, janeiro 31, 2010

De Eliana Carneiro-Ed. Lamparina, 2008 (Prêmio Funarte 2006)incluso um DVD.
A autora anuncia desde o início que o seu objetivo compartilha o interesse pessoal por conhecer e amadurecer uma metodologia do trabalho corporal, consolidado, este trabalho, por uma larga experiência do que intitula "ações de formação"no Brasil e no exterior.
Relata que seu principal público é o infanto-juvenil com uma proposta de"lançar chamas"ao ato criativo,à interação e comunicação do corpo como produtor de uma linguagem, para assim transcender as barreiras de inibição, auto-crítica.
Os 4 pilares do seu trabalho são: a roda como início de todo o processo em grupo; o eixo, que compreende a linha imaginária que atravessa o nosso corpo incluindo aí a coluna vertebral proporcionando o equilíbrio; o olhar, no qual nos encontramos em contatos, nos identificamos e nos conhecemos; finalizando com o gesto que funciona como palavra muda, poderoso instrumento de comunicação.
"os gestos podem revelar o indizível"
Nos pequenos capítulos seguintes , a autora alerta sobre: a respiração, o uso da musculatura, o bom humor que relaxa e transforma; o ponto de gravidade; o espaço( e seus níveis),e os opostos, que complementam-se no expandir e recolher, abrir ou fechar-se, o dar e receber, não sendo uma idéia filosófica, afirma, mas de um estado em que estaremos receptivos para a construção e desconstrução do movimento.
As propostas de exercícios, para a faixa etária indicada, complementam-se com o uso de DVD, para os interessados.
Alongamentos, relaxamentos, as partes do corpo e como explorar com música os músculos, articulações, e a mímica do rosto,os olhose o plexo solar.
Muito interessanbte os exercícios da fala em um idioma imaginário criado e proposto em pequenos atos como o contar uma história, negociar em variadas situações.
As metas e reflexões que a autora nos lança é a de que a comunicação pode resgatar valores da realidade cotidiana que muitas vezes são perdidos na crescente racionalização da cultura.
O ato de criar finaliza a autora, é o de vivenciar inúmeras possibilidades no aquie agora, rompendo as barreiras, pois o ato de criar é libertador.
brincar, ousar, transformar, questionar, descobrir, renovar, explorar...criar é um ato muito sério e ao mesmo tempo uma brincadeira.
"Quando criamos a vida se transforma e evoluimos."
Um livreto simples, atual por sua utilização em DVD, e agradável.
Libellés :
coreografia,
corpo,
Expressão corporal.ritmo,
gestos,
leitura
segunda-feira, novembro 02, 2009
sexta-feira, outubro 30, 2009
Cap. VII - o romantismo

Lago dos cisnes
A figura masculina no Balé passou a um segundo plano, anteriormente era muito mais masculina e sem preconceitos.
Mas porque esta mudança? a estrela feminina surgiu, com Petipa, apareceu ainda a sapatilha de ponta!
O balé tornou-se expressividade de sentimentos pessoais, esquecendo a antiguidade clássica.

La bayadére
Em relacão a Noverre, observe as transformações

Giselle

Mme. Le Cery
Uma romântica "sílfide".
cap VI (sempre em 4 imagens) Paul Bourcier

"entrée des joueurs de guitar costumes for the grand bal de la douairiere de billebahaut given in 1629"


Meu intuito é uma compreensão histórica da Dança, até uma divisão: a escola americana e a alemã.
Ainda com Paul Bourcier,no cap VI, encontramos a figura de Noverre e a distinção do ballet clássico e da ópera como gêneros distintos.
Acompanhamos em etapas anteriores, o momento inicial de escritura coreográfica, como também a possibilidade de distinguir a música e a música executada para dançar sem atos declamativos ou recitatórios.

Essa fantasia é uma rara sobrevivência de um figurino de teatro (ópera-ballet) do século 18 e que partilha semelhanças com os desenhos para o Ballet de la Nuit. As fantasias heróicas do barroco desenvolveram um estilo baseado em traje militar romano, para homens.
quarta-feira, outubro 28, 2009
sábado, outubro 24, 2009
Ainda Paul Bourcier - IV em O balé da corte

Giandomenico Tiepolo -séc. XVII


Uma observação:
Muitas vezes nos deparamos com uma espécie de "clarividência", nada exotérico; o que escrevo é ao que se refere em temas ou assuntos cruzados, sem combinações prévias, que gosto muito.
Ando a esmiuçar o período italiano, encontro músicas de época, belíssimas, encontro livros na língua italiana que me interessam (breve exponho aqui) e não deixa de ser meio surreal!
Depois escrevo mais ..
Vamos ao que interessa e que proponho sempre em 04 imagens:
O Paul Bourcier ingressa no Quattrocento e no Cinquecento.
No primeiro período, a dança metrificada torna-se erudita, é o período renacentista.
Vários documentos escritos descrevem o código da dança e são relatados por seus primeiros mestres.Aqui um bom link.
As temáticas, pastorais e oratórios (mouriscas)
Já no período seguinte, encontramos, segundo o autor que "a influência cultural da Itália é evidente nas artes, sec. XVI" e que "...no plano do pensamento e da literatura a originalidade francesa é absoluta". Encontramos temas da mitologia e inspiração romanesca.
dado interessante: a dança geométrica evolui, com formações,círculos, quadrados, losango, retângulo e monogramas dos soberanos..a platéia ficava no alto e identificava estas formações.
exemplos: aqui.
Aqui.
e aqui.

A Pavana
sexta-feira, outubro 23, 2009
domingo, outubro 18, 2009
A retórica do Corpo - Id. Média
Dança Macabra em Ferté-Loupière


Cette miniature extraite des Chroniques de Froissart, illustre "Le Bal des Ardents". XVe siècle. BN, Paris
Les danseurs exécutant une "carole" dans le verger. Miniature extraite du Roman de la rose de Jean Meung. XVe siècle.BN, Paris




Cette miniature extraite des Chroniques de Froissart, illustre "Le Bal des Ardents". XVe siècle. BN, Paris
Les danseurs exécutant une "carole" dans le verger. Miniature extraite du Roman de la rose de Jean Meung. XVe siècle.BN, Paris


Durante a Id. Média segundo Paul Bourcier, a Dança assumiu novamente um papel paralitúrgico.
O que dançavam?
Carola e Tripudium.
Mas houve uma ruptura na evolução coreográfica, transformando-se apenas em divertimento na cultura feudal,ou seja, tornou-se matéria para espetáculos.
As camadas privilegiadas, inventaram a dança metrificada (a dança é um bom indicador do nível da civilização) que se reinventa com a música ou da poesia que lhe serve de apoio.(p.50-53)
Já a dança popular demonstra a inquietude , a alegria.
quinta-feira, outubro 15, 2009
Considerações pessoais

Gostei muito do livro, em sua totalidade. Apesar de editado em 1994, muitos profissionais não sabem definir as mudanças que ocorreram no passado e que auxiliam sem dúvida a um bom entendimento do presente.
Outro colaborador do mesmo livro, que é o Pociello, no cap. intitulado "O futuro e os novos desafios", faz considerações que menciono a seguir.
- Existem publicações sobre a história cultural do esporte ou sobre sua história política, mas não existem publicações sobre a história econômica dos esportes, e suas diferentes modalidades e eventos. O ainda sonho mítico do desinteresse (amador) financeiro, contribui para manter esta situação opaca, ou seja, há uma certa resistência do mundo esportivo a uma tradução deste setor e cálculo dos custos.
- O fenômeno do individualismo das práticas responde às estratégias comerciais que visam uma clientela individual...
_ A tecnologia, nas atividades esportivas, foi inicialmente percebida como a expressão de um gosto crescente por aparelhos, produtos modernos de uma sociedade tecnológica, satisfazendo plenamente as indústrias atentas a diversificar a sua produção de produtos refinados, impondo aparelhagens em ciclos de vida cada vez mais curtos.
A minha escolha do Cap. IV foi proposital, já que a GR está ligada à Arte e sem dúvida à cultura.
Cap.IV - parte final

The live badge, por Alexander Rodchenko
A escola como instância de reprodução ou de enriquecimento da cultura
Jacques Defrance explica que a escola tornou-se omnipresente em todas as formas de cultura , seja ela científica, técnica, artística, literária e esportiva como também trás inquietudes e interrogações. Na Educação Física e no mundo esportivo o desencantamento com o mundo escolar produz efeitos. As críticas na França e Alemanha foram vigorosas no que diz respeito à educação do corpo, que se faz na atualidade além da escola e não pode se limitar a uma educação motriz, colocando também em evidência o caráter repressivo ou produtivista das atividades esportivas.
Em caráter menos virulento esta reflexão se prolonga, ao citar Pierre Arnaud, que se interroga sobre o tratamento da matéria esportiva efetuada na escola, e se este modo conserva ou destrói a sua significação cultural.
Supõe-se que, se as atividades esportivas foram culturalmente valorizadas, uma boa parte dos investimentos públicos deveriam ser a elas destinados. Em todo caso as atividades que não dependem de um importante equipamento esportivo (ginásio, piscinas) se incluem, por exemplo , em atividades ligadas à natureza que são relativamente individuais, ou seja, exigem equipamento pessoal.
Se no Sec. XIX as influências esportivas eram provenientes da Inglaterra ou da Alemanha, após a primeira guerra, a influência é americana.
Os fatores materiais, para o autor, combinam com os fatores culturais, e dentro desta rápida análise a idéia de integração, esporte e educação do corpo supõe: que a atividade física é permeável a outras formas de cultura e que as formas de cultura instituídas são permeáveis às atividades físicas e esportivas, onde o indivíduo educado, urbano, moderno adota estas práticas para se inserir na cultura vigente e que a luta por um status cultural ao esporte ainda está aberta.
Cap IV.... parte VI

Foto Lartigue.De diving with water wings, 1911
O esporte e a massificação da cultura
A grande evolução, opina Defrance, ocorre notadamente com uma passagem de uma cultura esportiva partilhada por centenas de pessoas, para uma cultura esportiva onde milhões de pessoas são as receptoras. De fato o esporte e mesmo a Educação Física apóiam-se sobre os meios de difusão cultural mais potentes e mais ligados à indústria.
O cinema, o rádio e a Tv são os instrumentos que transformam a vida cultural, o lazer e o esporte no séc. XX.
Em uma pequena revolução na imprensa escrita se efetua o lançamento do Paris-Soir, em 1931, com o surgir de uma página esportiva diária com reportagem fotográfica contribuindo com a sensação visual e dramática que fará sucesso .
Segundo o autor, o esporte tem uma ligação com a imprensa e com as indústrias culturais, porque logo após o início desta fórmula, os jornais criam e se fazem presentes em eventos para publicações de reportagens que fornecem matéria para seus artigos, exemplifica com o Tour de France e o jornal L’Auto.
Uma ambivalência se situa inicialmente nos EUA, onde as transmissões de espetáculos esportivos ocupam , como meio pouco oneroso, o preencher de horários de grandes escutas.Os argumentos mais depreciativos que se seguem, ligam-se ao sedentarismo, mais freqüente entre os educadores!
Transforma-se assim, o esporte, para uma cultura de massa.
Argumenta o autor de que as noções de racionalização e racionalidade, (Marx, Weber, Lukács e Habermas) marcham sobre o sistema capitalista, indo de encontro à subjetividade e criatividade que deram base ao desenvolvimento da Cultura moderna.Sob a influência do Positivismo, a ciência aproxima-se da educação do corpo.
O autor sugere a hipótese de que neste caminhar, os períodos de progresso alternam-se com os períodos confusos, como os das guerras mundiais.
Cap. IV por Jacques Defrance... V parte

Robert Delauney, Rhythm, 1934
Promoção do corpo esportivo ou transfiguração política? questiona o autor que nos dá continuidade comentando que nas duas décadas iniciais do séc.XX, o acento em voga é sobre o GESTO esportivo, a velocidade, em uma nova faceta de vida que se constitui em Modernidade.
Mais adiante explana a ambigüidade do tema esportivo dentro das décadas de 30-40 onde o corpo representa algo mais do que a imagem esportiva, é o lado guerreiro que se mostra, o trabalhador vigoroso.Enfim nos leva à separação social radical, a extrema violência ao olhar grupos externos onde esta forma é transposta para obras artísticas deste período. Já na URSS o esporte é tratado como uma celebração do trabalho, do heroísmo contextualizado socialmente (na usina, na reunião, na célula partidária) mobilizando assim a consciência de classe, a vitória sobre a matéria.
Na década de 60, prima-se por um outro estilo, onde a raquete de tênis, o par de skis, são atributos de jovens com pretensão de poder, implicando na modernização da economia.
As tentativas estéticas encontram limites nas idéias para uma “eficácia” do gesto e seu “rendimento”energético, pertinência tática , precisão de posicionamento etc.
E desta forma a Dança, que mais se aproximava da arte, adquire um lugar marginal como campo esportivo, porque concede importância ao efeito estético.
E a função simbólica do esporte nesta década induz a uma “ritualização” dos encontros esportivos.
Na década de 60, o lugar no Pódium se mostra finalmente diferenciado na altura e não lado a lado, assim como também, em fases anteriores a hierarquia de quem concedia a medalha estava acima do atleta, havendo uma radical mudança para a elevação do atleta no Pódium (não consta no livro, é um dado de pesquisa pessoal que aqui coloco).
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