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quarta-feira, agosto 08, 2012

JO e a classificação por medalhas (artigo de opinião)


O Jorge Steinhilber efetua uma analise em um artigo, publicado em Julho-2012,  muito interessante sobre o tal "ranqueamento" efetivado nos JO e as manipulações da midia americana.
O titulo- Jogos Olímpicos: porque classificar os países por medalha de ouro?

Transcrevo aqui as ideias principais e seus argumentos são muito interessantes e propõem uma mudança tendo em vista 2016 , aqui no Brasil, já que o pais -sede tem o direito de modificar a contagem de medalhas.

Argumentos:
- dependendo do critério da contagem o Brasil em 2008 poderia ocupar o 8 lugar, ou 17 lugar ou 23 lugar!
- a historia indica a influencia da mídia americana , desde 1896 NY Times, e reproduzidos por periódicos como -Americans Won Most Crowns -  no tocante a divulgação dos resultados.
Principalmente quando os EUA não se classificavam pelos critérios de ouro, prata e bronze , efetuava esta divulgação por meio do somatório das medalhas em qualquer posição do Podium.
A mídia brasileira segue a Europa e os EUA.
-Em Pequim, relata o autor que , Jacques Rogge (COI) disse que cada pais vai destacar o que melhor convier.
- A sociedade compreende a classificação daquilo que vê, ou seja, por países!
 E isso é um EQUIVOCO!!
- A carta olímpica diz que: (cap.V) o COI e Comitês Olimpicos não estabelecem qualquer classificação global por pais!
-Nenhuma norma se estabelece na classificação, se por tipo de medalha ou se por pais!

CONCEITOS-

OS JOGOS OLIMPICOS SÃO COMPETIÇÕES ENTRE SERES HUMANOS E NÃO DE NAÇÕES!

- o ranqueamento por países disseminam interesses e seria interessante uma mudança cultural e quebra deste paradigma.
-a atual conjuntura no tocante aos jovens envolve respeito, estimulo a atividade física, sustentabilidade.
- os critérios não são justos ou equânimes.
- o critério em voga, privilegia esportes individuais em detrimento do COLETIVO.
(explico, entre 1 medalha de ouro do individual, poderia-se contar X atletas reservas e titulares envolvidos em medalhas no futebol, caso em 1 lugar, pois este ë o numero de pessoas envolvidas na disputa..)

A sua proposta envolve esta modificação, abrangendo todos os países que participarão em 2016 e em todos os tipos de medalhas.
Uma REVOLUÇÃO JUSTA E ÉTICA que resguarda a carta olímpica e respeita o protagonista que se intitula ATLETA.

VOTO NA INOVAÇÃO!

Acrescento que a herança desta forma de guerra fria nos envolve a desejar a competitividade, a nos agredirmos em busca do 1 lugar, e nunca a pensarmos no coletivo!
E viva aos conjuntos da GR ,  individual é paisagem! !









sábado, junho 02, 2012

Parte III a questão do valor: A minha parte neste latifúndio!


Nao se pode apenas jogar pedra no telhado dos outros, também devemos servir de alvo!

Deixo aqui em aberto o texto e ppt, que em meio a viagens, emergência hospitalar, acontecimentos de perdas e danos, cotidiano de trabalho, e assuntos domesticos,  envolveram a minha pessoa no período entre 6 de abril a 01 de junho, efetuei como o meu melhor.



Todos estes pensamentos  acompanharam a minha pessoa em pleno vôo de retorno. E desta forma foi produtivo.
 Quanto a minha participação em redes sociais já recebi um comentário de que  pode cansar muita escrita, eu concordo, mas a mim DEScansa , a alma.

O que me angustia perante a minha área profissional tao DESVALORIZADA , é que nao admitimos em eventos , pelo menos naqueles em que participo esta desorganizacao, que influiria em resultados, crianças , participações de escolas , apresentações de trabalhos suado e dinheiro envolvido, onde a organização tem um imenso valor!! Valorizar crianças e profissionais e os seus trabalhos!


Sera que eu me decepciono muito facilmente? Quero acreditar sempre que a errada sou eu, em prol do bem comum! 

sábado, março 24, 2012

texto 08 - Analise da atividade GR no âmbito escolar: problemas e princípios de ação. Barriere, S. et Papelier.C.





As autoras em sua introdução classificam a GR como uma performance artística, técnica e expressiva, individual e coletiva. Apontam que transformar conteúdos de ensino em conteúdos de formação consiste em uma tradução “ de uma apresentação sozinha ou de muitos, em conjunto com ações artísticas combinadas com manejos de aparelhos em estreita relação com a musica em um espaço regulamentado, e onde ocorre um julgamento".As autoras apontam como problemáticas de ensino: uma motricidade especifica que une em um aluno uma ação de ator-ginasta, conforme as exigências especificas temporárias, espaciais e de coordenação; a coreografia onde as alunas devem compor movimentos tendo em vista um valor das escolhas efetuadas e demonstra-lo; a apresentação em publico, sendo ator e por outro lado sendo avaliador dos colegas ou espectador.E desta forma se o professor não poe em jogo estes fatores reduz as possibilidades pedagógicas. De uma forma bem interessante as autoras propõem que os princípios de ação técnicas estão ligadas a: ARCS = AMPLITUDE, RITMO, COERENCIA, SINCRONIA  e que os princípios coreográficos estão predispostos a :  CADEM= Coerência,Alternância, Diversidade, EFEITOS coreográficos, mise em scene. O esquema que depois transfiro para a postagem são sensacionais. As autoras definem nas ações motrizes os movimentos corpo e aparelho de acordo com a utilização em grande parte do corpo (grande volume) e mãos (pequeno volume) e originalidades.Acrescentam que para controlar uma ação sempre há o envolvimento de outras ações, como, amortecer, antecipar, gerenciar o espaço, memorizar, e se por em concordância com a estrutura musical. Em continuidade explicam em detalhes o CADEM, na medida em que os alunos devem construir repertorio gestual, alternar ações, localizar-se em formações espaciais, alternar sequencias nos conjuntos, efetuar trocas dos aparelhos síncronos ou assíncronos, e procurar efeitos, originais ou de risco, expressivos . Para entendermos o mise em scene, explicam que deve ser uma espécie de transmissão aos árbitros e espectadores do artístico, de se submeter as criticas dos outros, se adaptar em função do seus próprios recursos, pois ser expressivo envolve gestos, respiração, e a fluidez e que ser virtuosa define a exigência da sua ação. O principio de avaliação do professor, deve incluir critérios, formular apreciações de colegas para colegas, ser consciente do seu valor e dos outros, e capacidade de argumentar. Estes são os princípios que regem a pedagogia da GR em escolas.
 Debate: esta maneira de encarar a GR nas escolas acontece ou não...

segunda-feira, março 19, 2012

Texto 07 - Evolução das praticas e saberes da GR e o desnível da GR escolar: observações a partir de um estudo do lançar e receber. (Loquet)



O ponto de partida de Loquet se efetua através da  constatação empírica das dificuldades que compõem o ensino da GR em escolas. Relata que a relação corpo-aparelho ocupa posição central para o professor, mas que do lado do aluno este fator não se apresenta como importante, já que existe a tendência em iniciantes escolares em permanecer em posição estática, no caso de lançar e receber o aparelho e que quando ocorrem deslocamentos ocorre uma imobilização constante do mesmo. Recorda que esta relação corpo -aparelho se reporta aos conceitos epistemológicos originários da construção histórica da modalidade. A gênese do conceito de unidade corpo-aparelho em GR surge a partir da influencia da Ginastica Orgânica de Medau (Alemanha). Cita Cassagne, como uma autora que aplicava o principio da totalidade, onde se encontra a sua finalidade dentro de uma interação constante entre o indivíduo e o aparelho.Desta forma o ponto de vista comum entre ginastas competitivas e as iniciantes sera o de dialogo ou cumplicidade entre a ginastas e o aparelho, e de onde , ao ser respeitado este conceito se desenvolve a noção de harmonia, de facilidade de execução, de eficacia e estética das performances. A autora aponta a relação de dependência histórica e direta da GR a uma corrente de Educacao física feminina que se apresenta na Escola caso o professor  confira a esta  atividade um estatuto de Educação corporal. A lógica interna da GR pode ser encontrada a partir do estudo dos regulamentos da modalidade. Considera a autora que durante  a década de 80 presentificou-se a vocação da GR como esporte espetáculo, rompendo-se a ligação com a GR mais natural, já que iniciaram os exageros dos movimentos de flexibilidade estabelecendo-se  assim um estatuto de performance e dificuldades e abandono das formas usuais dos movimentos. Esta evolução tecnica se fundamenta na atitude corporal da ginasta sem contato visual com o aparelho. Aponta também que durante a década de 90 apareceram os RISCOS! Que definitivamente separaram a GR de possíveis significacoes educativas anteriores. O ato de lançar e receber reduziram as certezas de recepção, ao serem realizadas com ações corporais mais difíceis. Ao observar o Lançamento e recepções como reais trajetórias aéreas facilita-se a observação do real desnível entre a pratica escolar e a pratica esportiva em evolução. Questiona a autora sobre a validade dos objetivos de ensino na escola. Aponta que o desnível da GR escolar consiste em que  as dimensões do ensino são simplificadas e mais fieis aos objetivos de uma GR social. Os temas mais encontrados durante a sua pesquisa apontam para 73% de manuseio do aparelho, 18% de ações locomovidas e que as interações com colegas e publico ocupam 9% dos saberes ensinados. Desta forma conclui que a relação didática da GR apresentam sérios limites, entre eles a banalização da atividade locomotora dos alunos, ou seja, não acompanha as dificuldades crescentes evolutivas da modalidade. Da mesma forma que os campeões as crianças necessitam experimentar os grandes lançamentos já que estas experiências envolvem erros, e demonstrações de frustrações com reações psicológicas diversas. Aconselha uma pratica social educativa mais atual, onde, já que a GR nasceu no âmbito escolar e que a competição emancipou suas finalidades, sera necessário uma reconstrução a fim de evitar que a GR na escola nao se perca de sua referencia CULTURAL, já que a didática atenua as dificuldades a serem vivenciadas.

Debate-
Alem de facilitar o ensino das atividades locomotivas a GR escolar, se mostra dependente de espaco e horas de pratica da modalidade.

domingo, março 11, 2012

Efeitos da preparação física em GR sobre qualidades físicas de crianças entre 6-12 anos T. Atanassova - Texto 06



Durante a década de 80 na Bulgária, um grupo de especialistas esportivos pesquisaram sobre os efeitos de esportes de base para adaptar exercícios em praticas esportivas com crianças.A treinadora Ilia Vancov adaptou este sistema de avaliação e controle da preparação física para a GR, ex-GRD. A autora do artigo relata que durante os anos 90, repetiu este estudo em Alger,  em um grupo experimental de 48 crianças de 06 a 12 anos de idade.O modelo compreende exercícios que desenvolvem a motricidade e qualidades físicas gerais e especiais e especificas.As testagens envolviam: corrida de 30 mts em velocidade, 3 tentativas de salto em distancia, equilíbrio em passe, com olhos vendados e contagem em segundos, o grande ecart e a distancia do púbis em relação ao solo, forca abdominal e impulsão vertical. Contavam ainda com aparelhos para medir a forca relativa das mãos e flexibilidade para frente sentada.Os resultados demonstraram ser estes exercícios fiáveis , reprodutíveis e fáceis de acompanhamento para verificar a evolução das crianças em meio escolar.Acompanha o trabalho quadros estatísticos e comparativo entre as décadas 80 e 90 entre ginastas e crianças revelando uma efetiva evolução das crianças não-ginastas.
Adaptei ao que mais interessava os dados do artigo para quem trabalha com as idades a partir de 05 anos . Aqui

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Texto 05 - STRESS de antecipação em competições de GR . GUENIN, C et LEGENDRE, A.

Os autores iniciam o artigo pontuando as diferenças entre o estado de Stress e o estado de ansiedade, apontando que um minimo de stress favoriza uma boa performance e que uma forte ansiedade pode prejudicar a execução de uma ginasta em uma competição. Em seu artigo os autores consideram que o stress pode induzir a uma inibição comportamental apresentando uma baixa na performance , porem que uma forte ansiedade pode conduzir a ginasta a uma renuncia a participar de uma competição.Desta forma consideram importante a compreensão do fenômeno.Relatam que três fases envolvem o stress esportivo, a etapa pre competitiva - onde a ansiedade pode ser importante, e que o papel do professor sera o de observar as modificações dos comportamentos das crianças. A etapa competitiva onde a ação predomina ou inibe os efeitos do stress. A etapa pós competitiva onde a fadiga e a tensão psicológica  podem persistir.  As observações podem ser efetuadas a partir de manifestações de agressividade e onde os resultados obtidos na competição faz parte da persistência ou desaparecimento destes efeitos. Relatam que o período pre competitivo constituiu-se como objeto de estudo em crianças de 08 a 10 anos de idade, e que diversos fatores podem influir na constituição do estado de stress  como, a atenção do professor, da família, dos dirigentes, colegas de equipe, e amigos, em iniciantes, sendo que em alto nível influem a atenção do publico e da imprensa.A fase critica ocorre entre 15 e 07 dias  que antecedem a competição e que a relevância do estudo se baseia no fato de que nesta faixa etária onde ocorrem as primeiras atividades competitivas  as ginastas demonstram não só a capacidade física, mas também iniciam a gestão deste stress competitivo, que sera em futuro próximo fator predominante na progressão da vida esportiva.A  palavra STRESS foi introduzida por Selye em 1936 e definida como uma reação do organismo a um agente agressor externo que desencadeia um alerta psicológico.Foram observados ritmo cardíaco e respiratório, concentração de hormônios.O estudo apresentado  foi efetuado com base nas taxas de cortisol encontrado na saliva, como método nao invasivo, controlado em situações que não apresentavam comprometimento físico, diferenciando-se os resultados de ginastas oriundas de treinamento lúdico de ginastas  oriundas do setor competitivo e apresentando-se também diferenças significativas em ginastas individuais das de conjunto.As conclusões indicam que sera sempre necessário desenvolver em crianças desta faixa etária princípios de como podem gerir o stress reduzindo o numero de abandono da modalidade e que este aconselhamento ira repercutir em situações da vida cotidiana e escolar, sendo uma qualidade pedagógica importante para o professor responsável por ginastas desta faixa etária.  

sexta-feira, janeiro 13, 2012

TEXTO 04 - NAPIAS. F.

La relation music/moviment dans les production des gymnastes individuelles. Les Entretiens de l`INSEP – GRS: le sens d`une èvolucion. n.18-19, 1997 (p.75-81) Françoise Napias (org.)

A autora relata que a sua analise complementa a pesquisa efetivada por Boukatem, V. e que se encaminha para a vertente de análise dos seguintes dimensões: comportamentos expressivos(estilo) e carácter musical e organização rítmica das composições em 1994.Em relação ao estilo e carácter escolheu  parâmetros de análise do que chama de "indícios" principalmente por causa da subjetividade implícita, que abrangem muitas questões:
os estilos expressivos podem ser identificados?Quanto ao significado, quais os que indicam reportar o estilo musical? como se faz a repartição destes indícios ao longo da série? Estes indícios de comportamentos expressivos estão próximos às dificuldades? O comportamento expressivo está ligado a que segmentos corporais? quais partes corporais são privilegiadas? Utilizam os aparelhos no comportamento expressivo?Quanto ao espaço do tapete em que trajetórias acontecem? Há tensão e relaxamento corporal?. A autora aponta que o cruzamento destes indícios permitem definir se a ginasta é expressiva, se é realmente coerente com a música, já que a relação corpo e movimento é a parte mais importante do artístico.Os indícios são cópias (esteriótipos) ou são originais? ou banais? Quanto à estrutura rítmica, a analise se baseou nos seguintes pontos: a composição apresenta sincronia com os acentos musicais? Há variações no ritmo (lento e rapido)? Há complementaridade , pois a musica acompanha o silencio da ginasta!!!A musica é de fundo? Há respeito pelos inícios e fins das frases musicais? às pausas, caso existam? respeitam o crescer e decrescer da melodia?afinal, relata a autora que o jogo rítmico pode ser variado, na frase rápida a ginasta pode ir lento, por exemplo. Segundo a autora ( em 1996-1994), as dificuldades devem ser abordadas gradualmente desde o início da formação de uma ginasta.E que muitas vezes os lançamentos não acompanham os acentos musicais, e que as partes do corpo mais utilizadas são, a cabeça, a mímica facial, e braços.Considera como musicas métricas -as techno. Cita R. Aubry como exemplo de musicas que podem criar um clima que necessita ser traduzido pela ginasta.Cita o bolero de Ravel, como musica que possibilita um carácter expressivo por ter estrutura longa , uma dimensão pulsional.  Muitas vezes as dificuldades ocupam um lugar principal que não há tempo para a ginasta expressar-se conforme a música.ou seja , a associação apresenta-se falha neste aspecto.Conclui que a formação dos treinadores (e quem sabe dos árbitros também, grifo meu!) é insuficiente, já que não se pode considerar o item artístico como a "cereja do bolo", mas sim um trabalho que demanda tempo para uma boa assimilação.




DEBATE-

Ao ler o texto sempre mentalizei a ficha do artístico! Muitos pontos em comum. A falta de artigos que nos instiguem a leitura, perante a pratica visual das series, provoca incoerências, ou seja, a necessidade da teoria ou analisar os pontos baseados em alguma autora conceituada. Mas creio que abrangem os passos rítmicos que devem ser fonte de inspiração ao novo código. ainda faltam pontos a escrever.

terça-feira, janeiro 10, 2012

TEXTO 03 BOUKATEM, V.

Musicas com um só instrumento são raras na GR



Análise descritiva das escolhas musicais em exercícios individuais. (140 series analisadas no Mundial de Paris 1994)


Exemplos 01

sexta-feira, janeiro 06, 2012

TEXTO 02 - La suplesse en GRS

Sempre que posso procuro os artigos ( porque livros estão em baixa) sobre GR.
Encontrei estes dois, porem encontrar é uma coisa, e ler o conteudo na web é bem diferente, ainda!!! que chato! mas podem ser comprados.


Ferrand, C. & Helvig, M.M (2006). Gymnastique rythmique: mixité, stéréotypes de sexe et construction
chorégraphique. Chapitre dans ouvrage collectif « La mixité en Education Physique : paroles, réussites,
différenciations » Editions Revue EP.S, collection formation et recherche, sous la direction de G. Cogérino,

Tétard, S. & Ferrand, C. (2006). Analyse du discours des juges en gymnastique rythmique au travers de
leurs représentations sociales quant à la morphologie et l’apparence physique: part formelle et informelle
de ces deux facteurs dans leur jugement. Chapitre dans ouvrage collectif « les  dimensions artistique et
acrobatique du sport »,  les cahiers de l’INSEP, sous la direction de J.F. Robin, 57, 71 - 91.


Mas vamos ao que interessa, e este artigo pode ser resumido neste quadro, principalmente para quem tem duvidas de como trabalhar (e quantidade de tempo de acordo com a idade) a Flexibilidade!

Bem pedagógico, recordando a palestra da nossa amiga Célia do PA , não devemos desejar que a criança de uma hora para outra consiga executar o que as ginastas do adulto conseguem. Isso é pular etapas, ou como já dizia a Dayse Barros, "ginasta  não é foquinha amestrada"!

para melhor observar, clicar para aumentar a imagem
A autora do artigo propõe uma reflexão sobre o trabalho de Flexibilidade em ginastas, gradativos a partir da sua idade ( e possibilidades) e apresenta um quadro muito interessante sobre aplicabilidade prática nas sessões de treinamento/aula.Aponta os tipos de trabalhos que podem e devem ser efetuados a partir de conhecimentos necessários  a um bom professor ou técnico ou preparador físico em nosso ambiente de trabalho; em seu quadro encontramos as modalidades de trabalho de acordo com o nível onde se encontra a ginasta.O trabalho passivo (por exemplo:convencionais e alongamentos prolongados, a contração-relaxamento ...);O trabalho ativo ( estático e dinâmico) e os mistos.Sugere como tempo para o trabalho passivo clássico  de 6 a 15 segundos em 2 ou 3 series.No trabalho ativo sugere por exemplo contrações de 6 segundos, relaxamento muscular de 2 a 3 segundos e alongamento de 06 a 8 segundos.No trabalho dinâmico com exercícios combinados e balísticos + alongamento de 08 a 16 movimentos ativos e depois 10 a 30 seg. mantendo a posição.Conclui que a flexibilidade é uma parte integrante da preparação desde a mais jovem, mas sendo necessário observar a integridade física da futura ginasta com a utilização de uma metodologia adequada.

DEBATE

Apesar da data do artigo, devemos saber que a flexibilidade de algumas das nossas ginastas podem não ser comparáveis ao biotipo europeu (e que contamos com a pouca disponibilidade de artigos mais atualizados para estudo), o conteúdo é válido, e que pode e deve ser aproveitado. Outra questão importante é a intensa procura de crianças flexíveis, por natureza, o que facilita o trabalho, e a preocupação poderá ser com a correção dos segmentos, pois as crianças podem ter desvios; desta forma, devemos ter a atenção de não trabalhar unicamente um lado da criança, pois já está comprovado o desvio que um trabalho errado provoca.
E quanto á flexibilidade desejada para crianças menos flexíveis, o aconselhamento geral é o de ter mais calma em seus objetivos.




quinta-feira, janeiro 05, 2012

TEXTO 01 - BERRA, M.

Dou início aqui a uma série de textos em Francês, referentes à Ginástica Rítmica- GR, que obtive em Lausanne, na Biblioteca do Museu Olímpico.



BERRA, M. Analyse de quelques constantes des compositions d`ensamble (Championnats Du monde Paris-Bercy -1994 - Les Entretiens de l`INSEP – GRS: le sens d`une èvolucion. n.18-19, 1997 (p.75-81) Françoise Napias (org.)

O artigo analisa o Campeonato Mundial de 1994, nos Conjuntos, efetivado em Paris. Importante pontuar que os conjuntos observados ainda constavam com o numero de 06 ginastas, sendo que a partir de 1996 o numero de ginastas passou para 05, mantido até o presente ciclo. Berra, em seu estudo, observava critérios, daquela década, sobre a composição coreográfica que deveria ser concebida (e ainda é) de uma tal maneira que além da idéia –guia, as colaborações entre todas as ginastas fossem aparentes apesar do número das dificuldades exigidas no regulamento e COP- Código de Pontuação vigente. Aponta o princípio de “economia” do espaço como elemento organizador das composições. A autora chama à atenção ainda para os seguintes pontos: a) a ocupação do espaço - repartidos (sub-grupos) ou centralizados; b)características das formações – não evolutivos (com pivots, equilíbrios, flexibilidades e trocas de grandes distâncias; evolutivas (riscos , trocas próximas, com variação de nível etc); em deslocamento – especialmente escolhidos para valorização dos saltos.Em seguida a autora relata diferentes tipos de sequencias: sequencias compostas  por Tecnica corporal, sequencias espaciais e sequencias do tipo relacional ( trocas e colaborações)   Ao finalizar a autora aponta três pontos principais que concernem à uma evolução da modalidade,que implicam inicialmente em pesquisas permanentes do que é apresentado em face ao código (que é o contrato técnico) caso este se mantenha constante (sem mudanças); em segundo lugar se o novo COP (para o ciclo que envolvia o Campeonato Mundial de Viena, reforçaria o aspecto esportivo e se caso esta resposta fosse positiva, questionava como se deveria manter a predominância artística e trabalho relacional das ginastas, o que faz toda a riqueza e especificidade das composições de Grupos nesta modalidade esportiva.

Debate

Na atualidade encontramos duas idéias principais que englobam a originalidade nas colaborações múltiplas e os riscos. Sendo que a sucessão encadeada das formações não é mais a essência da composição, priorizando-se as trocas e colaborações. Mas poderíamos questionar, qual o conceito de formações espaciais?

O COP, em vigor até julho próximo, ainda exige um numero mínimo de formações espaciais de até 06 formações (no COP está em negrito, ver item 3.3 – 3.3.1 p. 81 ). Mas com a dinâmica de velocidade implantada em algumas escolas européias notou-se uma certa dificuldade em manter esta regra.
Na RG- Help Desk/ out/2010, os conjuntos, no setor Artístico, eram chamados à atenção para a manutenção de uma estética de ginástica, apontando, aos bons entendedores, sobre a utilização de idéias da Ginástica Estética nas coreografias, o que não era desejado já que não está sob o arbítrio da FIG.

Ratificando as evidencias, encontramos na RG - Help Desk /jun- 2011 (p.09), que se encontra no site da Federação Internacional de Ginástica –FIG, no item concernente ao Artístico, que
“2-Les juges doivent pénaliser dûrment les conséquences de la grande perte de l’engin sur le rythme de chaque séquence de mouvements, l’interruption de l’enchaînement logique des mouvements, l’unité (et l’impact dans les Formations des Ensembles) (p. 89, 90).”

Desta forma, concluímos que as formações espaciais podem estar sendo negligenciadas em prol de composições coreograficas, ou repetidas ou mesmo não delineadas, em segundos, porem necessariamente visíveis aos árbitros, por motivos de erros sejam eles de perdas de aparelhos ou posicionamento incorreto, que provocam a não visibilidade das mesmas.

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